Mostrando postagens com marcador casa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador casa. Mostrar todas as postagens

Dicas preciosas para comprar um apartamento na planta ou usado



Comprar um apartamento na planta ou usado? Como economizar para comprar um imóvel? Estas e outras perguntas chegam diariamente no e-mail do blog e nos comentários também. E como são os assuntos principais do blog e como muitos leitores novos chegam a cada dia, resolvi deixar alguma dicas baseadas na experiência que tive nestes três últimos anos na compra do meu apartamento na planta.
Quando queremos sair do aluguel, comprar o primeiro imóvel ou simplesmente comprar um novo, temos que nos preparar financeiramente. Ok, isso é muito básico, mas muita gente esquece disso e acha que está comprando um produto qualquer e não é assim!
Por mais que seja cruel, a realidade do mercado é a que estamos cansados de saber: você tem o dinheiro à vista? Então se deu bem, vai poder pechinchar até um bom desconto! Você não tem, mas tem uma boa parte para dar de entrada? Ok, legal, já é um bom começo. Você não tem nenhum capital pra começar? Xiii, então melhor esquecer essa ideia e poupar por um bom tempo até ter a entrada pelo menos!
Para comprar um imóvel usado, geralmente a entrada ($) que você precisa dar é muito maior do que em um apartamento na planta. Claro, afinal ele já está pronto pra você morar, enquanto um na planta tem aquele risco de não sair do papel e você ter dores de cabeça com justiça no futuro.
Mas o que eu tenho visto ultimamente, ainda mais neste ano de Copa do Mundo aqui no Brasil, é que até mesmo os imóveis na planta estão com preços abusivos e não estão mais valendo tanto a pena como há três anos atrás quando comprei o meu (pelo menos nas regiões metropolitanas). Fica até como uma dica pra vocês, esperem passar esse boom da Copa, pois com certeza após isso, acredito que os preços caírão muito. Pelo que ando lendo por aí, o Brasil está correndo um sério risco de estourar na bolha imobiliária. Isso é bem sério. =\
Mas enfim, sempre que me pedem opiniões sobre o que é melhor: comprar um apartamento na planta ou um usado? A minha resposta é: depende do que você pretende!
Na época que eu comprei o meu na planta, eu não tinha a entrada suficiente para comprar um usado, mas hoje eu vejo que se tivesse ficado os três anos que esperei o apartamento na planta sair, eu teria comprado um usado quase à vista e ele já teria piso, armários e dormitórios planejados provavelmente, e estes são itens que são muito caros e que hoje estou tendo que tirar do meu bolso além de tudo que já paguei pra construtora!
Ah, e lembrando que durante a obra ocorre o Índice Nacional da Construção Civil (INCC) e que incide não só nas parcelas e anuais, como no saldo final devedor também. Tem vários posts e vídeos no blog falando melhor sobre isso, pra quem quiser saber é só visitar a categoria Burocracia do menu!
O problema é que muita gente não consegue passar três anos juntando dinheiro e investindo em poupança, ações ou outros fundos de investimento bancários. Isso é uma questão de muita disciplina e se for um casal, os dois tem que estar dispostos a economizar juntos durante todo este tempo. Mas parem pra pensar, comprar um apartamento na planta e pagar parcelas para uma construtora não seria o mesmo de você pegar o valor desta parcela e guardar no banco? Na verdade seria muito melhor, pois você estaria ganhando juros em cima do valor e na compra do imóvel na planta, você estaria pagando juros mensalmente! #ficaadica!
Então a minha opinião sincera é que atualmente não vale a pena mais, já foi a época em que apartamento na planta tinha um preço baixo por conta do risco que você corria durante a obra e depois das chaves entregues ele tinha uma valorização e se tornava um investimento grande.
Mas por outro lado, comprar um apartamento na planta também tem seu lado bom. É como comprar um carro zero, você tem a opção de reformar e decorar tudo do seu jeito e do seu gosto, pois afinal de contas a maioria vem sem piso e não tem outros itens como móveis por exemplo. Você tem a opção de fazer mudanças no layout (desde que as paredes não sejam estruturais) e tantas outras coisas. Claro que isso você também pode fazer em um imóvel usado, mas duvido muito que ao olhar um apartamento já com tudo pronto, você queira ter o trabalho de tirar e começar do zero! rs
Com o tempo nós vamos amadurecendo e aprendendo com as experiências da vida. Hoje eu só compraria um apartamento na planta se eu tivesse o dinheiro à vista ou soubesse que pelo menos na hora das chaves eu teria pra quitar tudo e ainda reformar/decorar, aí sim valeria a pena. Se não eu iria preferir juntar o dinheiro por anos e anos e comprar um usado ou pelo menos com as obras finalizadas. Não tenho mais paciência para atrasos de construtoras, não! :D
E para quem quer sair do aluguel, a dica que eu dou é: faça contas e mais contas antes de fechar um contrato, analise os juros desde INCC até IGP-M e todos os outros. Economizem ao máximo durante este tempo para que na entrega das chaves tudo saia como o planejado. E principalmente, fique atento na hora de assinar o contrato, pois os corretores vendem um sonho na hora de visitar o apartamento decorado, mas depois que tudo foi assinado, eles somem e você começa a descobrir que comprou um imóvel por R$ 200 mil mas na hora das chaves tudo o que você pagou foi apenas juros e ainda tem mais R$ 250 mil pra pagar! #CorretoresGonnaHateMe! :D
Melhor dica: controle a ansiedade e mantenha a racionalidade neste momento! ;)
Bom, estas são as minhas opiniões sobre o que vivenciei e estou vivenciando desde que tudo começou, inclusive este blog! :)
Haverão opiniões contrárias também, mas o blog é democrático e por isso eu abro espaço para vocês deixarem suas experiências e dicas nos comentários abaixo. Quero muito saber as experiências e opiniões de vocês! :)

por: comprandomeuape

DIY: inspiração para decorar a casa

Nem sempre temos como comprar tudo pronto para decorar a nossa casa, então recorrer aos projetinhos de faça você mesma (DIY) nos salvam em vários momentos! Além disso, dá uma enorme satisfação em saber que foi feito com todo amor e carinho por nós mesmas, não dá?
Hoje eu trouxe quatro inspirações que encontrei e achei demais! Se vocês se inspirarem, não deixem de me mostrar o resultado ein! ;)
A primeira inspiração é esta cômoda que além de ter sido renovada, ganhou uma textura linda e feminina nas laterais usando a técnica de stencil/carimbo. Que charme! Para saber mais sobre o passo-a-passo desta cômoda é só clicar aqui.
DIY-inspiracoes-comprandomeuape02
O segundo projeto é uma cabeceira de cama maravilhosa!
Pra quem não quer gastar muito, este DIY pode ser uma solução bem legal. ;)
Saiba mais clicando aqui.
DIY-inspiracoes-comprandomeuape03
O terceiro DIY é um quadro decorativo e que também serve para ser um mural de recados e fotos.
Veja o passo-a-passo clicando aqui.
DIY-inspiracoes-comprandomeuape04
O último infelizmente não consegui achar a fonte, pois encontrei por acaso no Pinterest e não tinha o link. Mas resolvi postar pois olhando as imagens já dá pra ter uma boa base de como fazer. Achei o máximo essa ideia de organizar as toalhas no lavabo/banheiro. Principalmente como ele foi feito, usando latas que iriam para o lixo! O processo é feito utilizando tecido, cola, fita de arremate, pincel e depois fixando sobre uma base! O legal é que este projetinho pode ser usado para organizar não só toalhas em banheiros, como também em escritórios, quartos, cozinhas, etc. é só usar a criatividade! :)
DIY-inspiracoes-comprandomeuape05

Papo de amiga: Casa Nova, Vida Nova | Entrada e financiamento de imóveis



Oi! Há tempos não falamos sobre imóveis, e tenho recebido MUITOS emails perguntando sobre os posts do ano passado sobre o Minha Casa, Minha Vida.  A maioria pergunta a mesma coisa: posso comprar sem dar entrada? Eu escrevi sobre isso no post, mas acho que ficaram dúvidas, então o post de hoje é só sobre entrada e financiamento.
O primeiro passo é simular um financiamento. Recebo muitos emails com leitores me pedindo para fazer simulações para eles, mas não dá pra atender a todo mundo, além do que voces mesmo podem fazer. A gente ensina a pescar, é só seguir o passo a passo!
O simulador da Caixa você acessa AQUI.
Como preencher:
Qual tipo de financiamento você deseja?  RESPOSTA: RESIDENCIAL
Em qual destas categorias o imóvel se enquadra? RESPOSTA: AQUISIÇÃO DE IMÓVEL NOVO
Em qual cidade está localizado o imóvel? RESPOSTA:  AI VOCÊ RESPONDE, RS! NA NOSSA SIMULAÇÃO SERÁ ESTADO DO RIO DE JANEIRO, CIDADE DO RIO DE JANEIRO.
Abaixo dessa opção, há uma caixa de marcar pedindo para marcar se possuir imóvel na cidade selecionada. Se tiver, você terá que marcar aqui e já estará automaticamente fora das condições do Minha Casa, minha Vida, pois o mesmo é somente para o primeiro imóvel. Não adianta mentir, que a CEF descobre!
Qual é o valor aproximado do imóvel? RESPOSTA: Aqui entra o valor do imóvel que você está olhando. Temos 2 opções: colocar o valor que a construtora financia ( a maioria das construtoras pede entrada, aí não tem pra onde correr) ou, se a construtora permitir financiamento de 100%, colocar o valor total do imóvel.
Qual é a renda bruta familiar? RESPOSTA: Este valor é a renda total de todas as pessoas que entrarão no financiamento, somando-se o valor sem descontos.
Qual é a data de nascimento do participante de maior idade? RESPOSTA: A data de nascimento da pessoa mais velha que entrará com renda pro financiamento (dãhnnn)
 Mais 2 opções de marcação:
Possui 3 anos de trabalho sob regime do FGTS, somando-se todos os períodos trabalhados? Como expliquei nos outros posts, são 3 anos de carteira assinada recebendo FGTS, independente se foi 6 meses em uma empresa, 1 ano em outra, ou se já sacou o FGTS. Marque se SOMANDO todo o tempo que você trabalha ou trabalhou de carteira assinada der mais de 36 meses (3 anos).
Marque se você ou o imóvel, objeto do financiamento, já foi beneficiado com subsídio concedido pelo FGTS/União. Geralmente não se marca essa opção, é mais comum em imóveis usados, mas basicamente pergunta se foi utilizado FGTS nesse imóvel em questão ou se você já utilizou seu FGTS em outro imóvel.
Voltando ao valor do imóvel, esta parte é muito importante e aqui eu vou esclarecer a pergunta mais recorrente no meu email:

“Dá para comprar um imóvel sem dar entrada?”

Dá, mas depende do imóvel, depende da construtora, depende do valor do imóvel, depende da sua renda. Viu a quantidade de dependes? Ás vezes, você até acha uma casa de uma construtora menor que aceite 100% de financiamento, mas a sua renda não é suficiente para financiar o valor total, é aí que aparece a entrada no simulador.
  • Imóvel: Não pode ser usado, tem que ser novo e ser enquadrado no Minha Casa, Minha Vida.
  • Construtora: quase a totalidade das construtoras pedem entrada. Se você for comprar através de uma construtora, negocie a forma de pagamento, mas a ausência de entrada é quase impossível.
  • Valor da renda:  a renda é parâmetro para o seu potencial de financiamento. Somente 30% dela pode ser comprometida com o financiamento.
  • Valor do imóvel: delimitado pela renda, conforme veremos a seguir.
Agora, vamos acompanhar mais uma das minhas amigas imaginárias, a Josefina.
Josefina está noiva de Gaspar, e eles querem muito a casa deles.
  • Dados da Josefina: recebe R$1.100,00 de salário, tem mais de 3 anos de FGTS e nasceu em 22/06/1986 ( ela tem um saldo de R$4.500,00 de FGTS)
  • Dados do Gaspar: não trabalha com carteira assinada, mas deposita todo mês na conta do banco R$1.500,00 para poder comprovar renda, não tem FGTS e nasceu em 05/11/1984.
Eles estão começando a procurar imóvel, e querem saber quanto eles conseguem financiar para poder procurar imóveis que se enquadrem no que eles podem financiar e não se iludirem com imóveis acima do valor.
Vamos começar com um valor qualquer, vou colocar um valor redondo de R$100.000,00 para facilitar os cálculos.
Colocamos os dados no simulador…
imagem 1.1
E ficou assim!
imagem 1
PS1: AQUI eu expliquei passo a passo a simulação, se você tiver dúvidas, olhe lá!
PS2: Não esquece de alterar o prazo do financiamento para 240 meses, para entrar na faixa de financiamento de 100%. Também está explicadinho no link acima!
Esta simulação está nos dizendo que, se o valor do imóvel for de R$100.000,00, OBRIGATORIAMENTE haverá a entrada de R$6.984,31, pois a RENDA deles não comporta financiar o valor total.
Como saber então qual o valor que não tem entrada? Simples! Diminuindo o valor que a gente simulou da entrada:

R$100.000.00 – R$6.984,31 = R$93.015,69

Vamos ao teste? Pegamos esse valor e jogamos no simulador, no campo VALOR DO IMÓVEL.
 imagem 3
Viram como é fácil? Agora a Josefina e o Gaspar já sabem que, se encontrarem um imóvel que se enquadre no MCMV, tenha o valor de até R$93.000,00 e aceite ser 100% financiado, eles não precisarão dar nada de entrada. Qualquer valor acima deste gerará entrada.
ATENÇÃO! Não podemos esquecer que isso não quer dizer que eles não gastarão nada. Não esqueçam das taxas de ITBI, RGI, Certidões… já falei disso nos posts anteriores!
Agora, estou “mediunizando” algumas perguntas e já estou respondendo!rs
“Márjore, fiz a minha simulação desse jeito que você ensinou e logo de cara já apareceu zero na entrada. Isso quer dizer que eu posso financiar R$100.000,00?”
Isso quer dizer que provavelmente você possa financiar um pouco mais. Volte por início da simulação e aumente o valor do imóvel até que apareça a entrada, diminua do valor que você colocou e aí você saberá.
“Márjore, eu não tenho dinheiro nenhum guardado. Consigo comprar a minha casa 100% financiada?” (esse email eu até já recebi, vários!).
Sinceramente, se você não tem nenhuma poupança, o ideal é que você primeiro junte um pequeno valor, pois por mais que você consiga o imóvel 100% financiado, há outros custos. Procure se informar na sua cidade a média destes valores e tenha como meta a sua “poupança-imóvel”.
“Márjore, fiz uma simulação como você falou e deu que eu consigo financiar R$90.000,00. Achamos um apartamento de R$80.000,00, mas a construtora está pedindo R$10.000,00 de entrada. Sou obrigada a pagar, se eu conseguiria financiar 100% do valor?”
Sim, pois cada construtora tem sua forma de pagamento. A simulação te passa uma idéia de até onde você possa chegar. Neste caso, a construtora financiaria R$70.000,00, e com base na simulação, você tem certeza que consegue esse financiamento.
Por hoje é só, pessoal? Dúvidas nos comentários, please, pois a sua dúvida pode ser a do coleguinha (rs)!
Espero ter ajudado!

Papo de amiga: Casa Nova, Vida Nova | Minha Casa, Minha Vida Parte 2

Bem explicadinho, passo a passo, não tem como não entender hein?
Vamos aos exemplos:
1º exemplo:
Suzana trabalha a um ano com carteira assinada e recebe R$1.200,00. Nasceu em 21/08/1989, está noiva há 6 meses e resolveu procurar um imóvel na planta para morar depois de casar, já que os planos dela são de casar daqui há uns 2 anos.
Seu noivo, Carlos,trabalha a mais de 3 anos com carteira assinada, recebe R$1.750,00 e tem R$8.000,00 de FGTS, e nasceu em 04/05/1984.
Acharam um apartamento na planta no valor de R$120.000,00. O corretor informou que a construtora pede 20% durante a obra, e financia 80%, ou seja, R$96.000,00.
No nome de quem é mais vantajoso efetuar a compra? É necessário juntar a renda?

Primeiramente, vamos fazer a simulação da Suzana:
Abra o site da Caixa (www.caixa.gov.br) → Habitação → Simulador de financiamento.
Preenchemos a página inicial com os dados e depois clicamos em Avançar:
Clique na frase apontada pela setinha laranja.
Vai abrir a página com o resultado da simulação. Vamos analisá-la:
Vamos entender essa simulação.
Eu marquei o valor de financiamento que ela consegue fazer: R$47.058,82 + subsídio máximo deR$23.000,00, totalizando R$70.000,00.
OU SEJA, se ela quiser comprar um imóvel sem dar entrada na Caixa, ela terá que procurar um imóvel que a parcela financiada da construtora seja R$70.000,00.
Neste caso, se ela quiser comprar este imóvel somente com a renda dela, deverá dar uma entrada de R$25.941,18 à Caixa, além dos 20% que ela pagou à construtora.
A prestação fica R$359,99, exatamente 30% da renda dela, com taxa de juros de 5% a.a.

Agora o mesmo imóvel com a renda do Noivo:
Perceba que aqui eu marquei a opção de mais de 3 anos. Vamos entender qual a diferença aqui.
A simulação ficou o seguinte:

Percebam que os valores foram bem diferentes. Como ele tem uma renda maior, ele consegue um valor maior de financiamento (R$68.485,25), porém um subsídio um pouco inferior ao de Suzana, pois é proporcional à renda.
A entrada ficou em R$5.395,75, bem menor que a dela. Lembram que ele tem R$8.000,00 de FGTS? Ele pode usar este valor para pagar esta entrada e ainda sobra.
O valor da prestação fica em R$494,99, maior que a dela pois ele financiou quase a totalidade do valor do imóvel.
A diferença está na taxa de juros, que caiu para 4,5%. Ele recebeu este 0,5% de desconto na taxa de juros pois tem mais de 3 anos de FGTS. Acreditem, isso faz MUITA diferença.
RESULTADO:
Como eles são noivos sem grana, apesar da prestação mais alta, é mais vantajoso financiar com a renda do NOIVO, pois a prestação dela só é menor porque ela é obrigada a dar a entrada.
IMPORTANTÍSSIMO:
Todo imóvel comprado na planta sofre reajuste de valores ao longo da obra, o INCC. A média de reajuste anual é de 7%, portanto, atenção!!! Mesmo que não gere entrada no seu financiamento na simulação inicial, se a sua renda estiver muito justinha, você pode ter uma surpresa pouco agradável à frente. Explicarei melhor o INCC em post posterior.

2º exemplo.
José Guilherme acabou de se casar com Ana Lúcia. Estão pagando aluguel e passeando num domingo, descobriram um condomínio de casas prontas. Como já estão prontas, podem ser 100% financiadas pela Caixa.
A casa está avaliada em R$150.000,00.
Os dois são autônomos e movimentam conta corrente. José Guilherme comprova R$1500,00 através de extrato bancário e nasceu em 18/09/1979. Já Ana Lúcia comprova R$850,00 e nasceu em 26/12/1983.
Neste caso eles já são casados, então não tem pra onde correr: precisam somar as duas rendas (R$2350,00). Entra a idade do mais velho ( no caso, ele).
A simulação foi a seguinte:
Eles conseguem financiar R$92.593,49, precisam ter R$57.406,51 de entrada, o que eles não tem… Eles não vão conseguir financiar o imóvel.
“ – MAS MÁAAAARJORE, sua chata destruidora de sonhos de personagens imaginários, olha lá em cima! Tu só financiou 90%…”
Ta, vamos colocar 100% financiado então. Clica no botão ALTERAR, bem ali, do ladinho do subsídio.
Agora apaga o valor da entrada e coloca ZERO, e coloca 240 nos meses, como na imagem abaixo:
Clique em CALCULAR e…
PIOR AINDA!
“- Mas tá 100% financiado… Não entendi!”
Simples, amigas sem grana.
A quota de financiamento é definida em função do prazo de amortização:
  • Até 240 meses: até 100%
  • De241 a300 meses: até 90%
  • De301 a360 meses: até 80%
Só que, quanto menor o tempo, mais apertado pra pagar! Lembrem que a gente precisa de PRAZO, é a única variável que a gente pode mexer, já que a sua capacidade de pagamento é a mesma, não muda.
Ou seja, CADA CASO É UM CASO, e neste é mais vantajoso o prazo maior. Quando o cliente tem o valor de entrada para disponibilizar, se torna mais vantagem colocar em 240 meses, pois são menos 60 meses de financiamento.

***
Deu pra entender? Não? Ficou na dúvida ainda?
Mande para mim sua dúvida ou sua história de financiamento (feliz ou triste, hehe) paramarjore@casandosemgrana.com.br.
O próximo post será todinho em cima das histórias reais e dúvidas de vocês!

Beijos ;D

Papo de amiga: Casa Nova, Vida Nova | Programa Minha Casa Minha Vida

Olá, meninas leitoras deste meu Brasil Varonil!
Pensei bastante em como dar prosseguimento ao assunto, pois como vocês viram no post anterior houveram muitos questionamentos, e é natural!
Resolvi que, como noivas sem grana, a gente gosta de que? DESCONTO! Eu amooooo, hehe.
Então, para felicidade geral da nação, lá vem ele:  PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA[bb]!

Vou dividir em partes, pois o tema é longo, portanto fiquem calmas: se eu não falei de algumas (várias) coisas nesse post, pode ter certeza que vem nos próximos!
O que é o Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV)?
Este Programa visa construir 2 milhões de habitações até 2014 para famílias com renda de até R$5.000,00, a fim de reduzir o déficit habitacional no País.
Para o município participar do MCMV, existem certas regras, como quantidade de habitantes, população urbana superior a 70%, dentre outros, e que não é importante que vocês ocupem espaço de HD cerebral com isso. O mais importante é, se você morar numa cidade muito pequena, verificar na Prefeitura do seu município se o mesmo está enquadrado nas regras do Programa.
O site da Caixa disponibiliza uma cartilha com 49 páginas, que descreve nos mínimos detalhes todo o Programa, mas aqui eu vou tentar simplificar o máximo possível.
Quais imóveis eu posso adquirir através do MCMV?
O imóvel para se enquadrar no MCMV devem obedecer os seguintes critérios:

- Até R$170.000,00: para os imóveis situados no Distrito Federal ou em municípios integrantes das regiões metropolitanas ou equivalentes dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo;

-Até R$150.000,00: para os imóveis situados em municípios com população igual ou superior a um milhão de habitantes ou em municípios-sede de capitais estaduais;

- Até R$130.000,00: para os imóveis situados em municípios com população igual ou superior a 250.000 habitantes ou em municípios integrantes de regiões metropolitanas ou equivalentes, inclusive aqueles integrantes da Região Integrada do Distrito Federal e Entorno – RIDE;
- Até R$100.000,00: para imóveis situados em municípios com população igual ou superior a 50.000 habitantes;
- Até R$ 80.000,00: para demais regiões.
- Precisa ser um imóvel novo (recém construído ou na planta), com no máximo 180 dias de Habite-se*, ou com mais de 180 dias mas que ainda não tenha sido habitado.  Aquela casinha maravilhosa perto da casa da sua mãe entra no financiamento normal, fora das regras do MCMV.
*Habite-se é um documento emitido pela Prefeitura da cidade ao final da obra, que atesta que o imóvel foi construído seguindo as exigências (legislação local, especialmente o Código de Obras do município) estabelecidas pela prefeitura para a aprovação de projetos. Simplificando, o imóvel só é liberado para morar quando recebe este documento.
Além da minha renda, tem mais alguma coisa para que eu possa ganhar o desconto?
Sim, muitas coisas! rs
- Não ser detentor de contrato de arrendamento no Programa de Arrendamento Residencial – PAR, no país.
- Não ter recebido, em qualquer época, desconto concedido pelo FGTS na concessão de financiamento habitacional (ou seja, não pode ter feito financiamento anterior)
- Não ser titular de direito de aquisição de imóvel residencial urbano ou rural,
ou seja, NÃO TER IMÓVEL REGISTRADO NO SEU NOME, nem nunca ter tido. O MCMV é um programa para ajudar a população na conquista do seu primeiro imóvel.
- Nome limpo. Não só no SERASA, mas também no BACEN (Banco Central). Muita gente acha que só porque a dívida do SERASA venceu (depois de 5 anos, se não me engano) o nome tá limpo. Ledo engano! Para isto são emitidas as certidões negativas, para ver se não há nada negativo no seu histórico de “pagador”.
- Precisa morar ou trabalhar no município onde está localizado no imóvel.
Um exemplo: Mariazinha não tem imóvel no nome, tem 21 anos, ganha R$1400,00/mês. O pai dela, muito esperto, diz: “Filha, vamos comprar uma casinha de praia no seu nome. A gente ganha o desconto do Governo e vai sair baratinho!” FAIL!!!! Não pode. Agora se Mariazinha morasse no lugar X e trabalhasse no lugar Y (na praia, ô vidão), aí ela poderia sim. Deu pra entender?
Condições para compra do imóvel pelo MCMV
A divisão do MCMV é feito pela renda:
- Renda familiar até R$1.600,00 (3 salários mínimos):
Esta faixa de renda possui 2 opções:
A primeira é fazer o cadastro na Prefeitura da sua cidade. O beneficiário dirige-se aos postos de cadastramento da prefeitura ou estado para cadastrar-se. Após a seleção (sorteio) é convocado para apresentação da documentação pessoal (prefeitura ou outros agentes credenciados). A assinatura do contrato ocorre na entrega do empreendimento.
Neste caso você não escolhe aonde vai morar. Você será convocado após o sorteio e será informado onde foi a unidade que você foi selecionado, você poderá aceitar ou não. Caso não aceite, volta novamente pro cadastro para sorteio posterior. São unidades geralmente afastadas nos grandes centros urbanos, devido ao custo dos terrenos serem muito altos nestas regiões, e também porque os terrenos neste caso são doados pela prefeitura/Estado.
A segunda opção é a compra direta com a construtora. Neste caso, é feita uma simulação no site da Caixa (ensinarei a fazer e a entender a simulação no próximo post!).  Esta faixa de renda recebe R$23.000,00 de subsídio (desconto), além de ter uma taxa de juros muito menor que a praticada no mercado (5% aa + TR), que eu considero muito mais importante que o desconto em si. Mais pra frente vocês vão entender porquê.
- Renda familiar de R$1600,00 a R$3100,00 (3 a 6 salários mínimos):
Neste caso, o desconto vai ser proporcional ao valor da renda comprovada, indo de R$23.000,00 de subsídio com R$1.600,00 de renda, até R$2.000,00 de subsídio com R$3.100,00 de renda.  Como sabemos quanto de subsídio você tem direito? Fazendo a simulação no site da Caixa!
Mais uma vez, o mais importante é a taxa de juros praticada:
– Renda de R$1.600,00 até R$ 2.325,00 – 5% a.a. + TR.
– Renda de R$ 2.325,01 a R$ 3.100,00 – 6% a.a. + TR.
OBSERVAÇÃO
Em todos os casos acima, quem trabalha com carteira assinada há mais de 3 anos, recebendo FGTS ( mesmo que em empresas variadas), tem mais uma vantagem que eu vou explicar no próximo post :D ( sim, gente, tá T-U-D-O lá, Keep Calm!)
- Renda familiar de R$3.100,00 a R$5.000,00 (6 a 10 salários mínimos):
Não tem subsídio no valor do financiamento, mas tem uma taxa de juros diferenciada (8,16% aa + TR)
***
Pronto, essa é a parte teórica resumida, estão faltando informações, mas acho que são mais fáceis de serem passadas na prática.
No próximo post mostrarei alguns exemplos de simulações, e ficará muito mais fácil o entendimento!

Beijinhos e até a próxima